A Visão

05:29
Psicologia da precessão
Definição de perceção visual - processo a partir do qual o nosso sistema visual nos dá a perceber o mundo por intermédio da luz.

Problema básico da visão resolver a ambiguidade inerente aos padrões de luz e sombra que chegam ao nosso olho.

Três fontes de informação / dimensões temporárias
Presente atual – dados dos estímulos visuais
Passado, experiência – os dados da memória de objetos que já foram vistos.
Futuro – expectativas.

Visão humana VS visão animalos sistemas visuais no mundo animal foram evoluindo de forma adaptativa para darem respostas ás necessidades de sobrevivência da espécie.

Comparação:
Tipo de olho
Olho câmara – melhores para perceção de formas.
Olhos compósitos – melhores para a perceção se movimento.

Acuidade - Mínima nos insetos / máxima nas aves de rapina.
Boa amplitude focal (acomodação) nos seres humanos em contraste com os animais.


Posição dos olhos na cabeça
Posição frontal: Visão estereoscopia;
Permite perceção da profundidade, mas limita campo visual (seres humanos 160 / 208º)

Posição lateral
Campo visual de 360º
Acuidade visual- poder do olho para destingir aquilo que está a percecionar.

Visão cromática:
·         Seres humanos distinguem à volta de zoo / 250 cores diferentes.
·         Animais muito sensíveis (formigas) outros daltónicos (touro).
·         Peixes vêm gama dos infravermelhos.
Visão na escuridão- Especialmente boa em animais predadores – aves noturnas (exp. Coruja) e felinos (exp. Gato).

Sensibilidade ao movimento
·         Muito elevada em insetos
·         Alguns animais (rãs e sapos) só vêm objetos em movimentos.
O oculo centrismo
Importância da visão
·         É o sentimento mais importante par nós
·         Permite a apreensão e controlo de quilo que se passa á nossa volta.
·         Está associado à racionalidade.
·         A visão como fator gerado de sentido ver = interpretar





 Modelos teóricos:
 Teorias base / topo
James Gibson - parte dos dados do estímulo a perceção é “direta”.
- Os dados visuais são imediatamente estruturados ao nível ótico antes de qualquer ação seletiva a nível cerebral.
Teorias topo / base
 Richard Gregory - É dada ênfase á importância dos conhecimentos, hipóteses e enviesamento cerebral.
Processos de processamento cerebral.



Processos Sensoriais e Percetivos
·         A Sensação
·         A perceção
·         Sensação vs Perceção

Transdução Sensorial      
            Noção Geral - Qualquer processo pela qual uma célula converte um tipo de sinal num outro.
            Sensação – Transformação realização por uma célula recetora da energia do estímulo num impulso neuronal.

   Codificação
            Noção Geral - Tradução das dimensões físicas em dimensões sensoriais.

Dimensão
Processo Codificação
Intensidade
a)       Número de recetores ativos
b)      Frequência de descargas
Qualidade
Tipo de recetores ativos
Duração
Duração das descargas dos recetores

                                                                                                               


 Sensação
            Sensação e Conhecimento
·         Importância do conhecimento do meio;
·         Problema da origem dos conhecimentos.

Opções básicas
·         Os empiristas: o conhecimento é adquirido a partir das experiências;
·         Os inatistas: vários aspetos do nosso conhecimento têm origem em características inatas do espirito humano (ou, como diríamos atualmente, do cérebro).

·         A sensação está na base do conhecimento que temos do mundo à nossa volta. Esse conhecimento é muito importante – pode ter valor de sobrevivência.

O      papel da associação
·         A organização do nosso mundo percetivo dependente da nossa experiência passada;
·         A nossa experiência consiste na associação entre sensações;
·         A associação pode depender da contiguidade das sensações.

Naturez  a da recepção
            Processo próximo e direto
·         Seletivo – Limitação informativa;
·         Ativo – Construção da realidade;
·         Hipotético – Confirmação baseada na integração num quadro de frequência;
·         Relacional – Percecionamos não somente elementos mas também relações.
          S   ensação vs Perceção 
            Distinguir sensação de perceção
·         Sensação – É uma reação corporal imediata a um estímulo ou excitação externa;
·         Perceção - É uma elaboração mental com base em sensação.
A sensação conduz à perceção

A  Visão
            
       Podemos dizer que o nosso olhar funcionou ao nível das sensações, e mesmo das perceções mas que não tivemos uma consciência visual profunda de lugar. Ver é mais que isso, ver é ir ao encontro das coisas é a coordenação consciente dos diferentes olhares, das diferentes sensações, das diferentes perceções, das próprias memórias que nos informam, os atos e as escolhas, ver é escolher é julgar, ver é compreender.
            Se ver pressupões um somatório de dados em torno de certo aspeto do real, é preciso dizer, desde logo, que nem todas as pessoas estão de posse dos mesmos dados. Psicologicamente, reagimos de maneira diferente perante uma mesma aparência. Não só porque diferimos ao nível da própria fisiologia, mas sobretudo porque temos informações diversas, do mesmo objeto, tê vele uma visão diferente. Isto quer dizer, como se referiu, que, embora o mecanismo da vista seja praticamente o mesmo em todas as pessoas, o juízo que elas fazem do mundo em redor difere de caso para caso.
            Desta maneira simples, já nos é possível perceber como a variação da análise visual se pode refletir no método de representação de um objeto ou de um conjunto de objetos. E compreendemos mais facilmente como o ato de ver não é um ato positivo: ele é tão dinâmico como a própria vida, como a própria realidade, como o desenvolvimento constante da nossa cultura sobre as coisas.
            Cultura, eis uma componente forte da formação da visão sobre o real. Importante, também, para o aproveitamento que possamos fazer da capacidade imaginativa.
            Ver é portanto uma forma de compreender. É, como dissemos, um processo de fórmulas juízos, mais ou menos completos, sobre as coisas. E parece deduzível qua a visão é tanto mais profunda e fecunda quando maior for o nosso conhecimento e experiência do mundo, das coisas e seres que o constituem. Em princípio, se tivermos um passado rico de experiências, de memórias, tanto mais alargada será a nossa consciência do meio envolvente e portanto, em princípio também, a nossa capacidade de agir e comunicar.



A maioria das pessoas que usa camaras fotográficas pela primeira vez tenta controlar o mecanismo e ignora as ideias. Fotografam intuitivamente, relacionando, ou não, aquilo que observam sem parar para pensar qual é a razão de ser. No entanto, perceber como cerdas composições e combinações de cores funcionam melhor, melhora bastante o trabalho de qualquer fotógrafo.
Uma das razões para a existência da fotografia intuitiva é a facilidade de realizar fotografias. Qualquer que seja o planeamento de uma imagem fotográfica a imagem é produzida num instante, assim que se solta o disparador. Isto significa que podem tirar-se fotografias casuais, sem pensar, e por ser possível, acontece com muita frequência.
A integração entre a imagem e o seu enquadramento é complexa mesmo quando realizada intuitivamente. Se o tema é estática, como uma paisagem, podemos passar algum tempo a analisar o enquadramento, mas com temas ativos, como em alguns desportos esse espaço de tempo não é possível.

A Dinâmica do Enquadramento
Na fotografia, o formato da imagem, no momento da captura, é fixo, mas é sempre possível de alterar a forma do enquadramento depois de a imagem ser fotografada. A dinâmica das linhas, formas e cores são elementos que compõem a fotografia. Dependendo do tema e do tratamento dado à fotografia, os limites do enquadramento podem ter uma influência forte, ou fraca na imagem.

O Alinhamento
Uma forma simples de compor uma imagem é alinhar algumas formas com o enquadramento. Este tipo de fotografias reforça o caráter geométrico da imagem.
Importa sublinhar que a nossa visão quando observa uma fotografia tem um comportamento tipo, geralmente começa a focar no centro, desloca-se para o canto superior esquerdo e movimenta-se para a parte inferior direita, ao mesmo tempo que através da visão periférica (ou pelo piscar do olho), tem perceção dos cantos.


A Tensão Diagonal
            O movimento dinâmico (implícito) resulta da interação entre as diagonais e o enquadramento da fotografia. Estas linhas diagonais têm um movimento e uma direção independentes.

A Abstração
            Acentuar elementos, de uma fotografia com formas geométricas, cores e texturas, acentuada no caracter abstrato de uma imagem. O objetivo é partir de um tema real retirar-lhe o contexto.

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